20/02/2012

Taverna Secreta (contos)

Flor de papel

Ele sentou-se ao lado dela, em um local gramado, sobre uma pedra um tanto alta, de frente para um lago.

-Eu te amo, cochichou ao ouvido dela que deitava-se em seu colo enquanto trocavam carícias.

-Também te amo, ela respondeu.

-Tenho algo pra você, dizia enquanto retirava uma folha de papel da mochila.

-O que é isso? – ela pergunta.

-Este aqui, é o meu amor. Diferente dos demais, que são rosas vermelhas, intensas e vibrantes, porém, morrem logo. Meu amor é esta folha de papel, que a primeiro ver, pode parecer sem graça.

-Não entendo, diz ela olhando atenta.

-Não é uma rosa – e ele dobrou o papel em uma rosa – mas, pode se dobrar em uma, não tem cor, mas pode ser pintado com as cores que você escolher, e por fim, com cuidado e carinho, nunca vai morrer, disse assim entregando a flor de papel a ela.

-Vou cuidá-la para sempre, disse com brilho nos olhos.

Antes mesmo que ele pudesse ter sua rosa pintada, ela morreu.

3 comentários:

Anônimo disse...

Bonito *-*

Daniela disse...

lindo :)

Anônimo disse...

É bem original e de muita qualidade. Continua assim que sua carreira de escritor vai longe. Um abraço, Rodolpho.