Flor de papel
Ele sentou-se ao lado dela, em um local gramado, sobre uma pedra um tanto alta, de frente para um lago.
-Eu te amo, cochichou ao ouvido dela que deitava-se em seu colo enquanto trocavam carícias.
-Também te amo, ela respondeu.
-Tenho algo pra você, dizia enquanto retirava uma folha de papel da mochila.
-O que é isso? – ela pergunta.
-Este aqui, é o meu amor. Diferente dos demais, que são rosas vermelhas, intensas e vibrantes, porém, morrem logo. Meu amor é esta folha de papel, que a primeiro ver, pode parecer sem graça.
-Não entendo, diz ela olhando atenta.
-Não é uma rosa – e ele dobrou o papel em uma rosa – mas, pode se dobrar em uma, não tem cor, mas pode ser pintado com as cores que você escolher, e por fim, com cuidado e carinho, nunca vai morrer, disse assim entregando a flor de papel a ela.
-Vou cuidá-la para sempre, disse com brilho nos olhos.
Antes mesmo que ele pudesse ter sua rosa pintada, ela morreu.
3 comentários:
Bonito *-*
lindo :)
É bem original e de muita qualidade. Continua assim que sua carreira de escritor vai longe. Um abraço, Rodolpho.
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